Dupla é presa suspeita de extorquir provedores de internet na Bahia; grupo movimentava mais de R$ 100 mil por mês
Operação desarticula grupo suspeito de extorquir provedores de internet na Bahia A Polícia Civil deflagrou, na quarta-feira (8), uma operação contra um gru...
Operação desarticula grupo suspeito de extorquir provedores de internet na Bahia A Polícia Civil deflagrou, na quarta-feira (8), uma operação contra um grupo criminoso investigado por extorsão e lavagem de dinheiro praticadas contra empresas provedoras de internet na Bahia. Dois suspeitos foram presos em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e em Feira de Santana, a 100 km da capital baiana. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos exigiam pagamentos periódicos de empresários para permitir o funcionamento dos serviços de internet. As investigações indicam que a organização criminosa movimentava mais de R$ 100 mil por mês com o esquema. Em um dos casos apurados, uma empresa teria sido obrigada a pagar R$ 18 mil em apenas um mês para continuar operando. Quando as exigências não eram atendidas, o grupo cortava cabos de fibra óptica, interrompia os serviços de telecomunicação e impedia o trabalho de equipes responsáveis pela manutenção da rede. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia De acordo com a Polícia Civil, as ordens para as ações criminosas eram transmitidas pelos chefes do grupo por meio de videoconferências. Caso é investigado na Delegacia Territorial de Simões Filho (22º DT/Simões Filho) Rafael Rodrigues/Polícia Civil Em Feira de Santana, foi preso um homem de 33 anos apontado como gerente das atividades criminosas no município. Conforme a polícia, ele usava um estabelecimento comercial para ocultar os valores obtidos com as extorsões e possui antecedente criminal por tráfico de drogas. Já em Simões Filho, os policiais prenderam um homem de 26 anos, suspeito de arrecadar o dinheiro das extorsões e repassar os valores aos demais integrantes da organização. Um terceiro investigado, apontado como chefe do grupo e responsável por coordenar as ações à distância, continua foragido. A investigação começou em setembro de 2025 e segue para identificar outros envolvidos, calcular o prejuízo causado às vítimas e rastrear a movimentação financeira do grupo. A Polícia Civil informou que também solicitou à Justiça a quebra dos sigilos bancário e telefônico e de dados dos investigados. A ação, batizada de Operação Reconectando, foi realizada por equipes da 22ª Delegacia Territorial (DT) de Simões Filho, com apoio do Núcleo de Inteligência do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) e do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD). LEIA TAMBÉM: Ex-namorado é preso suspeito de matar funcionária de empresa terceirizada da Embasa em Salvador Policiais penais recebiam R$ 5 mil por cada quilo de droga introduzido ilegalmente em presídio de Feira de Santana, aponta investigação Paciente que denunciou médico por importunação sexual na Bahia detalha crime: 'Me segurou pela cintura e me puxou' Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻